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SANEAMENTO BÁSICO - 1

“Professora, isto não funciona”, argumenta meu aluno de Saneamento, disciplina do quinto período do curso de Engenharia Civil da Univali. “Funciona, sim” rebato prontamente sem perceber, naquele momento, a relevância daquele inesperado comentário. Do que ele estava descrente? Do funcionamento de sistemas individuais de tratamento de esgotos sanitários, mais conhecidos como fossas sépticas, fossa-filtro, ou ainda fossa-sumidouro. Tratam-se de velhos conhecidos nossos, indispensáveis em regiões não contempladas de sistemas urbanos de esgotamento sanitários. No entanto, em muitas edificações, eles são incompletos ou inexistentes.

O lançamento de esgotos sanitários sem tratamento é a principal fonte de poluição e contaminação das águas superficiais e subterrâneas.



Da mesma forma, a falta de saneamento básico é a principal causa de internações nos hospitais de todo o país, levando à óbito centenas de crianças, anualmente. De quem é a culpa, afinal? Talvez de toda a comunidade, que normalmente ignora a importância da implantação correta das unidades de tratamento de esgotos em sua edificação, bem como, da necessidade de limpeza anual de tais unidades. Ou talvez dos sucessivos governos estaduais, que prometem em campanhas, mas sempre adiam a implantação de sistemas urbanos de esgotamento sanitário. Com isso, Santa Catarina conta com menos de 10% da população urbana atendida, colocando o estado numa das últimas posições no ranking nacional.

Talvez, também, dos governos municipais, que esquecem a existência de diversas formas de captar verbas para aplicação no saneamento de regiões carentes e, como se não bastasse, ainda minimizam esforços no sentido de fiscalizar a implantação e a manutenção dos sistemas individuais de tratamento, dimensionando mal as equipes e não aplicando os recursos necessários aos trabalhos. Por fim, talvez a culpa seja toda nossa, que ignoramos a parcela de esgotos sanitários que geramos diariamente, não atribuindo a ela o tratamento necessário.

Florianópolis, 21 de maio de 2000.

Artigo publicado no Jornal Diário Catarinense.

Por Janete Feijó- EVA Engenharia

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