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O SANEAMENTO NO MUNICÍPIO

Grande parte dos municípios brasileiros não dispõe de sistemas públicos convencionais de esgotos sanitários. A pequena parcela contemplada com tais sistemas convive, da mesma forma, com os problemas relacionados ao saneamento básico visto que, não raramente, o sistema coletor abrange somente a região central dos mesmos, por ser, geralmente, a mais populosa. Desta forma, deixam de ser atendidos bairros, pequenas comunidades, escolas, indústrias e uma infinidade de outros centros que desenvolvem a atividade humana.

Balneário Camboriú é o município mais beneficiado com esgotamento sanitário público do estado, com cerca de 60% de sua área urbanizada atendida. Praticamente toda a região central e os bairros das Nações e Pioneiros são contemplados. Nos demais bairros, as edificações devem possuir sistemas individuais de tratamento, normatizados pela ABTN – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

O problema reside no fato de que, em regiões atendidas com redes de esgotos, verificam-se, ainda, ligações destas nas redes e galerias de águas pluviais. E mais: nos bairros não atendidos com esgotamento público, muitas edificações não dispõem de sistemas individuais de tratamento (ou estes são incompletos), antes de lançar seus efluentes em galerias e córregos locais, sem tratamento.

Mas isso não ocorre somente em nossos municípios ou região. O verbo “sanear”, que significa tornar são, higiênico, habitável, ainda é pouco “praticado” em todo o País. Fomos acostumados a apreciar o belo, o prático e o confortável o que, necessariamente, não significa o correto.

Porém, a preocupação, o interesse e, principalmente, a ação devem partir de todos nós, membros de uma sociedade organizada, uma vez que somos os verdadeiramente beneficiados.














Conhecer as instalações sanitárias das edificações em que moramos e trabalhamos e, se necessário, adaptá-las às exigências ambientais, já é um grande passo a ser dado. O outro será conscientizar os outros a fazê-lo.


Balneário Camboriú, 23 de janeiro de 1999.

Artigo publicado no Jornal Página 3.

Por Janete Feijó - EVA Engenharia

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