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DRENAGEM URBANA E MANEJO SUSTENTÁVEL DAS ÁGUAS PLUVIAIS

Atualizado: 25 de Jun de 2019

Publicado na Revista Sinduscon.

A Política Nacional de Saneamento Básico (Lei 11.445/2007) estabeleceu a drenagem urbana como parte do Saneamento Básico, assim como o abastecimento de água potável, o esgotamento sanitário, a limpeza urbana e o manejo dos resíduos sólidos urbanos.


Este entendimento se fez necessário por conta da inegável relação, quase sempre problemática, entre drenagem e demais sistemas e serviços de saneamento na área urbana, sendo exemplos a contribuição de esgotos sanitários ligados clandestinamente às redes pluviais, o alagamento de ruas e avenidas e a inevitável mistura de águas e esgotos, a obstrução de bocas de lobo e redes pluviais por resíduos sólidos dispostos irregularmente nas vias públicas, o afunilamento de córregos e canais pelo lançamento de resíduos volumosos e entulhos, a contaminação de mananciais de abastecimento de água alimentados pela drenagem de áreas ribeirinhas, entre outros.


Se a solução dos problemas relacionados ao saneamento requer compartilhamento de conhecimento, planejamento e ações envolvendo profissionais habilitados (engenheiros, arquitetos, geólogos, ...), gestores públicos, legisladores e toda a comunidade beneficiada, pensar a drenagem urbana de forma diferenciada é um passo importante a ser dado.


Muitas vezes a eficiência do sistema de drenagem só é questionada quando chove, mas se faz premente considerar que o escoamento das águas pluviais acontecerá, existindo ou não tal sistema. Porém, o manejo sustentável das águas pluviais vem de encontro à necessidade de minimizar o volume de água que escoa superficialmente, contribuindo diretamente para as bocas de lobo, redes e demais componentes da microdrenagem urbana.


Numa visão tradicional, tais sistemas são concebidos apenas para afastar rapidamente a água que adentra às canalizações, cujo volume vem aumentando consideravelmente com a ocupação desordenada do espaço urbano, que promove intensa impermeabilização do solo, e cujos impactos à jusante são muitas vezes negligenciados.


O manejo sustentável das águas pluviais urbanas consiste em controlar o escoamento, de forma a reter, aproveitar, infiltrar, armazenar e/ou retardar o escoamento, suprimindo o arcaico conceito de “afastar a água” e estabelecendo um novo: “usufruir desta água”.


Para tal, podem ser adotadas algumas técnicas de engenharia a serem incorporadas às edificações e seu entorno. Recomenda-se, como exemplo, o uso de trincheiras, faixas, valas e poços de infiltração, também de pavimentos porosos, que permitirão que boa parte da água não escoe superficialmente, mas sim infiltre no solo e possibilite a recarga do aquífero.


A instalação de microrreservatório e de telhado-reservatório possibilitará a retenção da chuva interceptada pela instalação predial para, após processos simples de filtração, ser utilizada na edificação para fins menos nobres como a rega de jardins, a lavação de calçadas e a descarga em vasos sanitários. Os telhados ecológicos ou telhados verdes, além de possibilitarem a retenção para utilização da água na irrigação das plantas, favorecem a evapotranspiração e ajudam na regulação da temperatura ambiente.


Os reservatórios de amortecimento e as bacias de detenção são projetados para retardar o escoamento da água para os sistemas de drenagem, podendo ser uma solução individual em nível de lote, ou mesmo coletiva, construídos para atender a quadra ou quarteirão.


Por fim, é sabido que o desenvolvimento urbano tem produzido impactos negativos na infraestrutura das cidades, especialmente na drenagem urbana, com resultado no aumento da frequência e magnitude dos alagamentos e, consequentemente, na deterioração ambiental. Para o controle destes impactos se faz necessário desenvolver uma série de ações ordenadas de forma a buscar equilibrar o desenvolvimento com as condições ambientais locais.


Está posto o desafio!


Engª Civil Janete Feijó

Diretora da Eva Serviços de Engenharia.

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